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INFORMATIVO DA COMISSÃO DOS TRABALHADORES

Betim, 26 de fevereiro de 2009

Companheiros.

É do conhecimento de todos os trabalhadores que as negociações referentes aos problemas da REGAP (Refinaria Gabriel Passos) já remontam de longa data.

No dia 19 de fevereiro, a Comissão Tripartite dos Trabalhadores participou de audiência no TRT (Tribunal Regional do Trabalho), juntamente com a Petrobras e as empresas que operam no local, para discutir as reivindicações dos trabalhadores. Dentre elas, a garantia de pagamento salarial a partir da aprovação do ASO (Atestado de Saúde Ocupacional), uma conquista inédita do Movimento dos Trabalhadores em 2008 e não cumprida por algumas empresas; e o valor da tabela salarial com o piso mínimo aprovado pela Petrobras e essas empresas, também em 2008. Hoje, os trabalhadores gastam do próprio bolso até a aprovação dos exames, dos cursos e da liberação do crachá.

No TRT, depois de seis horas de debate entre as partes envolvidas, as empresas solicitaram ao juiz uma nova audiência para decidirem quanto ao cumprimento ou não dos pagamentos do ASO e o do novo piso salarial mínimo.

Nós, da Comissão dos Trabalhadores, estamos lutando pela isonomia salarial (igualdade de todos perante a lei) e por outros direitos não honrados por algumas empresas.

Observamos que, em caso de não obtermos sucesso no dia da audiência, ou de notarmos que as propostas das empresas não vão satisfazer ao anseio dos trabalhadores, publicaremos um edital convocando assembléia a ser realizada no dia 03 de março, e, consequentemente, a possível paralisação das atividades.

Companheiros. Depois de muitas reuniões realizadas na REGAP e de várias audiências no TRT, a Comissão dos Trabalhadores decidiu por um novo piso salarial mínimo, aprovado por inúmeros trabalhadores presentes em encontro no pólo industrial da Petrobras. O valor do novo piso salarial também será tema de discussão em assembléia do dia 03 de março, caso seja confirmada.

A Comissão dos Trabalhadores vai participar de todas as negociações e não vai aceitar enrolação.
Os trabalhadores exigem aumento real de salários e melhores condições de trabalho.

 
         
         
 

     
         
       
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